11 February 2009
Muito bom poder fazer uma playlist sem precisar dar upload e ficar horas procurando músicas. Apesar de não achar 100¢ do que gostaria de escutar por lá, acho pelo menos uns 80¢, o que já acho muito bom.
Incrível como coisas bobas como música, ou compras, me deixam TÃO bem e relaxada. Diria até feliz.
30 January 2009
Arrepios.
A música mais linda que já escutei.
Almost blue
Almost doing things we used to do
There's a girl here and she's almost you
Almost
All the things that your eyes once promised
I see in hers too
Now your eyes are red from crying
Almost blue
Flirting with this disaster became me
It named me as the fool who only aimed to be
Almost blue
It's almost touching it will almost do
There's a part of me that's always true... always
Not all good things come to an end now, it is only a chosen few
I have seen such an unhappy couple
Almost me
Almost you
Almost blue
19 January 2009
14 January 2009
02 January 2009
O bom são meus amigos perto.
se eu pudesse pedir algo para esse ano novo seria que os fantasmas dos natais passados parassem de tentar aparecer de novo: vocês não tem mais espaçao e eu sempre os vejo por aqui.
24 December 2008
23 December 2008
E a música dos últimos tempos tem sido:
Hoje eu Quero Sair Só
Lenine
Se você quer me seguir
Não é seguro
Você não quer me trancar
Num quarto escuro
Às vezes parece até
Que a gente deu um nó
Hoje eu quero sair só...
Você não vai me acertar
À queima-roupa
Vem cá, me deixa fugir
Me beija a bôca
Às vezes parece até
Que a gente deu um nó
Hoje eu quero sair só...
Não demora eu tô de volta
(Tchau!)
Vai ver se eu tô lá na esquina
Devo estar!
(Tchau!)
Já deu minha hora
E eu não posso ficar
(Tchau!)
A lua me chama
Eu tenho que ir prá rua
(Tchau!)
A lua me chama
Eu tenho que ir prá rua...
Hoje eu quero sair só!
Hoje eu quero sair só!
Hoje eu quero sair só!
Huuuum!
Você não vai me acertar
À queima-roupa, naum!
Vem cá, me deixa fugir
Me beija a bôca
Às vezes parece até
Que a gente deu um nó
Hoje eu quero sair só...
Não demora eu tô de volta
(Tchau!)
Vai ver se eu tô lá na esquina
Devo estar!
(Tchau!)
Já deu minha hora
E eu não posso ficar
(Tchau!)
A lua me chama
Eu tenho que ir prá rua
(Tchau!)
A lua me chama
Eu tenho que ir prá rua
(Tchau!)
Vai ver se eu tô lá na esquina
Devo estar!
(Tchau!)
Já deu minha hora
E eu não posso ficar
(Tchau!)
A lua me chama
Eu tenho que ir prá rua
(Tchau!)
A lua me chama, chama...
Hoje eu quero sair só!
Hoje eu quero sair só!
Hoje eu quero sair só!
Hoje eu quero sair só!
Tchau! Tchau!
Tchau! Tchau!
A lua me chama
(Tchau!)
Eu tenho que ir prá rua
(Tchau!)
A lua me chama
Eu tenho que ir prá rua...
Hoje eu quero sair só!
Hoje eu quero sair só!
Hoje eu quero sair só!
Hoje eu quero sair só!
22 December 2008
Supermassive Black Hole
Estou com medo, de novo. As coisas se mostram cíclicas, cada vez mais sérias. Antes tudo não passava de brincadeira. Agora... sei lá. Não deixa de ser também, mas não sei como fazer desse jeito. Deixar acontecer. Eu quero, muito, acho que realmente deixaria tudo para trás, mas não sei se depois aguentaria. Adoraria novamente a chance da folha em branco diante das minhas mãos e meus pés na estrada sem rumo. Mas sou certinha demais para me deixar ir ao sabor do vento. Certinha no sentido de medrosa, tenho que assumir. Sinto-me muito responsável por assuntos dos outros, como a própria vida deles ou sua saúde e felicidade. Sabe-se lá onde deixei a minha por conta disso. Vejo-me tornando cada dia mais amarga e fria por causa disso: cuidar e amar jamais deveria ser uma obrigação, acho que era para ser mais autruísta e legitimo que chantagens baratas de seriados baratos de tv.
Talvez deja por isso que esses sonhos idiotas andam me rondando, antes eu fazia isso também, aliás, sempre fiz, mas foi quando tomei consciência que fazia e quis parar. Nunca consegui. Deixei minha oportunidade de ir para fora por causa dos meus pais, esses mesmo que não ligam se eu levo uma vidinha miserável perto do que estava me esperando apenas para que eu atenda as necessidades dele. Ó, claro, quando eles morrerem poderei ter minha vida de volta. Sei.
Adoro falar coisas que ninguém entende.
17 December 2008
Tenho uma idéia meio boba, mais uma desculpa para ir embora, só que agora sem nenhum embasamento. Queria ir para bem longe, mas sei o quanto é complicado e dolorido. Sou uma medrosa, e meu maior medo é de mim mesma sozinha. A imagem que ainda guardo é o 12º andar, a cidade inteira brilhando na minha varanda, as árvorezinhas lá embaixo e um rascunho mental de como eu ficaria se me jogasse dali. Sabe, medo. Covardia mesmo.
11 December 2008
Sunset Moon

a luz laranja vinha filtrada pelas folhas e pelas flores, no fim de tarde era inebriante o cheiro, quase enjoativo, mas não havia como não ficar arrepiada toda vez que o sol de punha deixando tudo âmbar, com aroma de flores, o vento leve dando nós nos cabelos. sentada no meio fio olhando e imaginando outra realidade, ou outras várias. uma de filme, uma bonita. gosto de pensar que estou sendo observada e que o desfecho feliz está quase para se confirmar. quase.
caminhando pela rua abaixo ainda sentindo o vento, ainda sentindo o cheiro, ainda sentindo o resto de calor do sol que se pôs pintando tudo de rosa, a lua do outro lado do céu brigando com as cores claras demais e vendo que ainda não é seu palco ideal. na maior parte do tempo a entendo, sinto-me fora de curso, inapropriada como tal lua que teima em tentar reinar perante o sol a se pôr. as crianças gritando e correndo, as pessoas apressadas para voltar para casa no fim de tarde, cansadas e nem prestando atenção no espetáculo. na maioria das vezes eu também não presto atenção, mas quando consigo perceber ao redor tudo me atinge com uma força desproporcional e me sinto como se a gravidade estive se aplicando com mais força sobre mim. tudo é tão simples e tão profundo e tão tão... belo que dói. na vida real ninguém repara nessas coisas quando se tem tantos problemas, contas, chefes, gritos, trânsito, dinheiro, chuva, computador. por isso fantasio ser um filme, um romance simples e fácil de ver, daqueles que a gente sai sorrindo e se sentindo mais leve por um tempo, para depois começar a se preocupar de novo. no meu romance obviamente sou a mocinha esperando, não que eu seja boa ou frágil ou ideológica ou qualquer coisa que as mocinhas de filme costumam ser, sou eu porque sou eu quem sonho e espero - o que sei fazer de melhor. a música que deveria ser onipresente vem dos fones de ouvido, minha trilha sonora.
é bonito isso, perceber um pedaço de poesia pura no meio da minha vida.
vou sentir falta desses momentos quando tiver que ir embora.
09 December 2008
03 December 2008
02 December 2008
Playlist - 21:30, 02,12,2008

Ludwig van Beethoven - Sonata ao Luar
Ludwig van Beethoven - Fur elise
Wolfgang Amadeus Mozart - Requiem - Lacrimosa dies illa
Wolfgang Amadeus Mozart - Requiem - Dies irae
Claude Debussy - Arabesque #1
Claude Debussy - Prélude à l'après-midi d'un faune
Claude Debussy - L'après-midi d'une faune
Claude Debussy - Clair de Lune
Claude Debussy - La Mer -movement 1- Abbado Lucerne
Claude Debussy - Reverie
Johann Pachelbel - Canon in D Major
Richard Wagner - Lohengrin Prelude
Richard Wagner - Siegfried funeral march
Richard Wagner - Walkürenritt
Richard Wagner - Parsifal Prelude
Richard Wagner - Tristan & Isolde Prelude
Moonlight Sonata
sonata ao luar faz meu coração ficar minúsculo, mas é tão linda... a impressão que tenho é de flutuar em meio a flocos de gelo, muito frio e muito escuro, mas nada além disso para se preocupar. as notas tão perfeitas guiam o caminho, mesmo de olhos fechados, e apenas a luz baça faz com que tudo não seja nada além de negro.
nessas horas eu queria ter aprendido a tocar piano, piano piano mesmo, não teclado ou genérico do tipo.
imagens.
pequenos flocos de neve descendo e rodopiando, derretendo na pele que se esquenta com alguma emoção indistinguível. e se realmente há lua, é lua nova.
26 November 2008
um enorme buraco que so aumenta, onde as bordas cedem constantemente, com qualquer pressão ou oscilação.
só queria que isso parasse.
17 November 2008
10 November 2008
05 November 2008
Estranho como coisas estranhas, esquisitas, deliciosamente fora de contexto me fazem lembrar daqueles cabelos estrategicamente descabelados e outros detalhes deveras marcantes.
Estranho pensar que o nunca mais se aplica nesse caso, mas ninguém morreu, ainda.
03 November 2008
29 October 2008
Pequeno

"Ninguém compreende que o comum não é mais que uma fachada, um personagem de comédia, e que o resto está escondido e há que se mostrar.
Outra coisa sobre a que me é impossível escrever: os que estancaram suas vidas e optaram por viver na superfície, continuar fiéis às idéias, à música, aos livros que conheciam aos 20 anos, os que têm um sentido de humor trancado, uma superfície esmaltada, decorada, que exclui todo o reconhecimento de tragédia inclusive quando recai sobre si próprios, que estão empenhados em neutralizar as desordens profundas, as crises, os desejos insatisfeitos.
Não quero escalar estes muros. Construíram o no medo e o que está enterrado já está deteriorado.
A órbita dessas pessoas é pequena, definida. Pode ser que me agradem como seres humanos, mas para mim são como os intocáveis. Não foram marcados pelos grandes mistérios da vida, nem por tormentas ou grandes momentos."
Anais Nïn
28 October 2008
06 October 2008
Tanto sangue em vão
Foi um ano de dor e drama, foi o ínicio disso tudo, meu prelúdio.
Uma outra vida... tão longe, tão nova, tão doce, tão crédula. Tão eu.
Era um sofrimento que eu não sabia de onde vinha, e vinha de mim. Tenho a impressão de que tudo era extremo naquele tempo, ou os dias quentes e claros demais, ou frios e cinzas, molhados, com cheiro de incenso. Com gosto salgado. Com danças na chuva, com suor na pele bronzeada. Extremos.
Posso quase dizer que sou o negativo daqueles dias, ou aqueles dias são o negativo de quem sou hoje. Ainda não me decidi quem ser de verdade.
Lembro das tentativas de viver um passado, uma outra vida dentro dessa vida, que agora são milhares passadas.
As velas, as sombras, as noites, as vozes, os gostos, as vontades. Moíses e o cordeiro em cima do monte para serem imolados sobre as tábuas que não salvam ninguém.
As músicas.
Tem músicas que me fazem voltar no tempo. Há muito tempo...
Acrilic on Canvas
Legião Urbana
É saudade, então
E mais uma vez
De você fiz o desenho mais perfeito que se fez
Os traços copiei do que não aconteceu
As cores que escolhi entre as tintas que inventei
Misturei com a promessa que nós dois nunca fizemos
De um dia sermos três
Trabalhei você em luz e sombra
E era sempre, Não foi por mal
Eu juro que nunca quis deixar você tão triste
Sempre as mesmas desculpas
E desculpas nem sempre são sinceras
Quase nunca são
Preparei a minha tela
Com pedaços de lençóis que não chegamos a sujar
A armação fiz com madeira
Da janela do seu quarto
Do portão da sua casa
Fiz paleta e cavalete
E com lágrimas que não brincaram com você
Destilei óleo de linhaça
Da sua cama arranquei pedaços
Que talhei em estiletes de tamanhos diferentes
E fiz, então, pincéis com seus cabelos
Fiz carvão do baton que roubei de você
E com ele marquei dois pontos de fuga
E rabisquei meu horizonte
E era sempre, Não foi por mal
Eu juro que não foi por mal
Eu não queria machucar você
Prometo que isso nunca vai acontecer mais uma vez
E era sempre, sempre o mesmo novamente
A mesma traição
Às vezes é difícil esquecer:
"Sinto muito, ela não mora mais aqui"
Mas então, por que eu finjo
Que acredito no que invento?
Nada disso aconteceu assim
Não foi desse jeito
Ninguém sofreu
É só você que me provoca essa saudade vazia
Tentando pintar essas flores com o nome
De "amor-perfeito"
E "não-te-esqueças-de-mim"
02 October 2008
Um tempo atrás tentei doar sangue, mas descobri que não posso por causa de uma maldita anemia genética que tenho, além do fato de quase nunca ter o peso mínimo... Coisas factíveis bizarras da minha vida e compleição física. Não é por querer ser algo como heroína nem nada disso, acho que fazer essas coisas deveria ser normal. Que nem cortar unha, cabelo, pagar impostos... Ok, a maioria das pessoas só pára para pensar nisso quando está ou tem alguém conhecido precisando e eu quero antecipar a necessidade de alguém, ou minha, vá saber.
Mas sabe, no fundo eu realmente queria ajudar alguém. Sem julgar merecimentos. Mais ou menos aquela coisa de ser bom por ser ingênuo, anonimato.
Não sei se vou poder doar, mas irei ao hemocentro fazer o exame para ver se posso. E realmente? Espero que sim. Eu tenho medo da punção e tal, deve doer pra caralho, mas foda-se, porque se eu precisar fazer isso é porque alguém está sofrendo bem mais que eu. Quero alguém para me acompanhar, quem topa?
Aqui umas informações bem interessantes sobre a doação em si, retiradas de uma entrevista do Dr. Drauzio Varella com a Dra. Carmen Vergueiro, que é hematologista e membro da AMEO (Associação de Medula Óssea):
"Drauzio – Como se doa a medula óssea?
Carmen Vergueiro –Existem duas formas de doar a medula óssea: por punção de veia periférica para filtração das células-mãe, as células progenitoras, através de um aparelho ou puncionando a medula diretamente da cavidade do osso.
Drauzio – Como é feita a doação por punção da veia periférica?
Carmen Vergueiro - É um procedimento parecido com o de doar plaquetas do sangue. Antes o doador recebe um medicamento que estimula a produção de células brancas, principalmente de células progenitoras imaturas, que migram da medula óssea para as veias. Cinco dias depois, seu sangue passa por uma máquina semelhante à de diálise, onde é filtrado para coletar essas células. Em média quatro horas de filtração bastam para conseguir a quantidade necessária de material que será processado e levado para o paciente que precisa do transplante.
Drauzio – Esse procedimento dura, em geral, quatro horas. O doador sente algum desconforto?
Carmen Vergueiro – Algum desconforto pode ocorrer quando ele faz uso do estimulante para produzir mais células progenitoras. São sintomas semelhantes ao de uma gripe, um mal-estar que cede com qualquer analgésico.
Drauzio – Durante a filtração das células progenitoras, o doador corre algum risco?
Carmen Vergueiro –Não corre nenhum risco nem sente qualquer desconforto. É um procedimento realizado há mais de 20 anos, e nunca houve nenhum acidente com o doador.
Drauzio – Você disse que são dois métodos. Um é retirar as células progenitoras do sangue periférico. E o outro?
Carmen Vergueiro – O outro é puncionar diretamente a medula óssea do osso, do tutano, como você disse. Usando seringa e agulha, são feitas punções no osso do quadril para aspirar o material que contém as células progenitoras do sangue. Nesse caso, o doador é anestesiado para que não sinta dor. Esse procedimento dura 40 minutos.
Drauzio – Quem pode ser doador de medula óssea?
Carmen Vergueiro – Qualquer pessoa entre 18 e 55 anos, em bom estado de saúde, pode ser doadora de medula óssea. Não existe nenhum outro critério para exclusão.
Drauzio – Não são excluídas pessoas que tiveram hepatite nem as portadoras do vírus HIV?
Carmen Vergueiro – A princípio, não. Pede-se apenas que a pessoa tenha boa saúde. A sorologia não é importante no momento em que entra no programa, pois a probabilidade é que, em cada dez mil, só uma seja doadora, talvez vários anos depois de ter-se inscrito como voluntária.
O importante é saber como ela está clinicamente na hora de doar. Só, então, se irá avaliar, por exemplo, se a hepatite representa um risco tão grande quanto o benefício de receber um transplante de medula óssea."
O resto da entrevista aqui: http://drauziovarella.ig.com.br/entrevistas/doacaomedula.asp
17 September 2008
03 September 2008
Heart-Shaped Glasses
01 September 2008
Machuquei o joelho e estou toda dolorida, até hoje. Isso que dá parar de dançar.
Decidi não ter nem raiva e nem nada por pessoas. Ignorá-las tacitamente. Pessoas andam me causando nojinho, com raras excessões.
Nojo, dó, raiva, ecat.
12 August 2008
Almost Lovers
A Fine Frenzy
You fingertips across my skin
The palm trees swaying in the wind
Images
You sang me Spanish lullabies
The sweetest sadness in your eyes
Clever trick
I never want to see you unhappy
I thought you'd want the same for me
Goodbye, my almost lover
Goodbye, my hopeless dream
I'm trying not to think about you
Can't you just let me be?
So long, my luckless romance
My back is turned on you
I should've known you'd bring me heartache
Almost lovers always do
We walked along a crowded street
You took my hand and danced with me
Images
And when you left you kissed my lips
You told me you'd never ever forget these images, no
I never want to see you unhappy
I thought you'd want the same for me
Goodbye, my almost lover
Goodbye, my hopeless dream
I'm trying not to think about you
Can't you just let me be?
So long, my luckless romance
My back is turned on you
I should've known you'd bring me heartache
Almost lovers always do
I cannot go to the ocean
I cannot drive the streets at night
I cannot wake up in the morning
Without you on my mind
So you're gone and I'm haunted
And I bet you are just fine
Did I make it that easy for you
To walk right in and out of my life?
Goodbye, my almost lover
Goodbye, my hopeless dream
I'm trying not to think about you
Can't you just let me be?
So long, my luckless romance
My back is turned on you
I should've known you'd bring me heartache
Almost lovers always do
Porque "almost" é sempre uma palavra muito dura, muito triste, azul.
05 August 2008
Creep
Stone Temple Pilots
Forward yesterday
Makes me wanna stay
What they said was real
Makes me wanna steal
Livin' under house
Guess I'm livin', I'm a mouse
All's I gots is time
Got no meaning, just a rhyme
Take time with a wounded hand
'Cause it likes to heal
Take time with a wounded hand
'Cause I like to steal
Take time with a wounded hand
'Cause it likes to heal, I like to steal
I'm half the man I used to be
Because I feel as the dawn
It fades to gray
Well, I'm half the man I used to be
Because I feel as the dawn
It fades to gray
Well, I'm half the man I used to be
Because I feel as the dawn
It fades to gray
Well, I'm half the man I used to be, half the man I used to be
Feelin' uninspired
Think I'll start a fire
Everybody run
Bobby's got a gun
Think you're kinda neat
Then she tells me I'm a creep
Friends don't mean a thing
Guess I'll leave it up to me
Take time with a wounded hand
'Cause it likes to heal
Take time with a wounded hand
Guess I like to steal
Take time with a wounded hand
'Cause it likes to heal, I like to steal
I'm half the man I used to be
Because I feel as the dawn
It fades to gray
I'm half the man I used to be
Because I feel as the dawn
It fades to gray
I'm half the man I used to be
Because I feel as the dawn
It fades to gray
I'm half the man I used to be, half the man I used to be
Take time with a wounded hand
'Cause it likes to heal
Take time with a wounded hand
Guess I like to steal
Take time with a wounded hand
'Cause it likes to heal, I like to steal
I'm half the man I used to be
Because I feel as the dawn
It fades to gray
Well, I'm half the man I used to be
Because I feel as the dawn
It fades to gray
Well, I'm half the man I used to be
Because I feel as the dawn
It fades to gray
Well, I'm half the man I used to be, half the man I used to be,
Half the man I used to be
04 August 2008
Mas toda vez é um estalo: o baque me retira do que eu acreditava ser o centro.
E mesmo parecendo que não eu desaprendi a falar, fazer, chamar. Mas não a ver.
(e eu fico imaginando coisas, os olhos seguindo pela rua escura, o eterno filme que nunca termina para minha platéia obscura).
O resto passou melhor do que eu estou acostumada - na cama a manta de microfibra vermelha mais macia que já tive, os abraços mais quentes e ternos que encontrei.
Acho que essa era a vida que sempre quis, agora até tenho, quando não vejo tudo vermelho e tenho vontade de mandar tudo pro inferno.
Eu nunca tinha escutado essa música de aproveitar antes da tragédia, mas eu sempre soube disso...
25 July 2008
Odeio.
Vontade de espancar. Matar. Trucidar. Destruir.
Existem seres que conseguem me deixar raivosa mesmo quando estou completamente triste.
Cu cu cu cu.
Quero sair para dançar, mas como eu não saio mais, nem sei para onde. Não e não danço.
Quero ir para São Paulo encontrar minhas meninas. E sair. E tomar tequila até a Conchita aparecer. E aprontar no banheiro da Toy. Porque esse fim de semana tem festa do jeito que gosto na Toy. Com EBM, Industrial e outras darkisses, e lá eu encho o saco dos Dj's e eles sempre tocam o que peço ou morrem. =~
Eu quero sair!!!
E essa música é tão linda e tão triste que só me dá mais vontade ainda de ir ver meu amores, que só verei de novo em novembro, no show do NIN (pelo menos já comprei os ingressos!) Me lembra quando eu estava ainda na escola... 1998. 10 anos. Oh God!
My Friends
Red Hot Chili Peppers
My friends are so depressed
I feel the question
Of your loneliness
Confide... `cause I'll be on your side
You know I will, you know I will
X Girlfriend called me up
Alone and desperate
On the prison phone
They want... to give her 7 years
For being sad
I love all of you
Hurt by the cold
So hard and lonely too
When you don't know yourself
My friends are so distressed
And standing on
The brink of emptiness
No words... I know of to express
This emptiness
I love all of you
Hurt by the cold
So hard and lonely too
When you don't know yourself
Imagine me taught by tragedy
Release is peace
I heard a little girl
And what she said
Was something beautiful
To give... your love
No matter what
is what she said
18 July 2008
Fundo do Baú
Você quis me esquecer. Acontece. Não guardo rancor. Mas não posso te deixar chegar muito perto.
Você não.
Sabe, eu te disse para pisar em mim se quisesse. E você pisou. E eu tive que levantar e caminhar para bem longe, toda fodida de esperar no chão gelado. Então não chega muito perto, não olha nos meus olhos. Porque ao menor sinal, me atiro no chão. Basta um sorriso seu para que comece tudo de novo. Nunca foi tão fácil.
Então fique bem longe de mim. Não quero saber de cotovelos encostando nem sobre suas alvoradas, não quero sentir o teu calor. Podemos sentar e beber amenidades com os outros, mas não me olha.
Deixa a tristeza do que não fomos sentar entre nós. Porque se ela for embora, se ela me deixar por dois segundos, minha certeza vai junto e eu fico de novo aos teus pés.
Não guardo rancor. Não existe mágoa em mim.
Mas fica longe.
Fica bem longe
17 July 2008
Uma Valsa no Inferno
Anaïs Nin
"Impedir que este desejo aconteça e se satisfaça reciprocamente entre as partes envolvidas é impedir que as pequenas porções de vida que somos não exerçam em plenitude o próprio processo de viver. Em outras palavras: negar o sexo é negar a própria vida. E como enxergamos, a satisfação do impulso sexual não obedece a leis plenamente conhecidas, e duvidamos mesmo que haja leis capazes de explicar como nasce e se satisfaz este impulso."
Trecho de "Liber II: De Re Sexualiatis et Voluptate ut Potestatem (ou, sobre o caráter da sexualidade e do desejo como potência)" da G.O.B.
às vezes é tanto, outras nada. e nem por isso acaba.
11 July 2008
Sonhos.
Um apartamento pequeno, muita doçura, amor, saudade, culpa, perdão.
Sonhos.
Uma outra realidade. Um sopro gostoso. Uma saudade. A escuridão.
Sonho.
Os olhos pequenos, úmidos. Só enxergo negro. Não há choro.
O doce flutuar por entre as nuvens e assistir ao futuro que nunca se concretizará.
A realidade distorcida entre minhas lembranças e minhas vontades. Como foi e como gostaria que tivesse sido.
Não preciso de mais que uma hora para me lembrar de tudo, mas nem isso apaga a vontade de. De o que? Novamente. O que? A dor. Toda dor.
Queria um sinal, alguma pista jogada na frente da minha casa, um papel trazido pelo vento. Um palavra.
09 July 2008
Réquiem
Às vezes penso se eu estivesse morrendo meus amores viriam até mim? Meus amores antigos, aqueles que mais doeram, diriam adeus de verdade ou me deixariam partir como um dia me deixaram.
Posso dizer que estou morrendo, mas os finais e os adeus eu já os tive antes.
Existe um instrumento chamado quena, que é feito de ossos humanos. Tem origem no culto de um índio dedicou à sua amante. Quando ela morreu ele fez dos seus ossos uma flauta. A quena tem um som mais penetrante, mais persistente que a flauta vulgar.
Aqueles que escrevem sabem o processo. Pensei nisto enquanto cuspia meu coração.
Só que não estou à espera da morte do meu amor.
Estou doente de persistência de imagens, reflexos e espelhos. Eu sou uma mulher com olhos de gato siamês que por detrás das palavras mais sérias sorri sempre troçando da minha própria intensidade. Sorrio porque presto atenção ao OUTRO e acredito no OUTRO. Sou marionete movida por dedos inexperientes, desmantelada, deslocada sem harmonia; um braço inerte, outro remexendo-se a meia altura. Rio-me, não quando o riso se adapta ao meu discurso, mas porque ele se implica nas correntes subjacentes do que eu digo.
Quero conhecer o que corre lá embaixo assim pontuado por convulsões amargas. As duas correntes não se encontram. Vejo em mim duas mulheres bizarramente ligadas uma à outra como gêmeos de circo. Vejo-as arrancarem-se uma da outra. Consigo mesmo ouvir o rasgão, a ira e o amor, a paixão e o sofrimento. Quando esse ato-deslocação de repente pára - o silêncio torna-se então ainda mais terrível um vez que a minha volta não há senão loucura, a loucura das coisas que atraem coisas dentro de cada um, raízes que se afastam para crescerem separadamente, tensão provocada para atingir a unidade.
Uma barra de música chega para fazer parar a deslocação por um instante; mas eis que o sorriso volta e eu percebo que ambas saltamos para dentro da coesão.
Imagens - que trazem a dissolução da alma no corpo como a ruptura do ácido-doce do orgasmo. Imagens que sacodem o sangue e formam inúteis a futura vigilância do espírito e a desconfiança face aos êxtases perigosos. A realidade afogara-se e a fantasia sufocava cada uma das horas do dia.
AS MENTIRAS CRIAM SOLIDÃO.
Tu deixastes a tua marca no mundo. Eu apenas atravessei como um fantasma. Será que de noite alguém dá falta do fruto caído da arvore, ou pelo morcego que vem contra a janela enquanto os outros falam, ou pelos olhos que refletem como água e bebem como mata-borrão, ou pela piedade que vacila como luz de vela, ou pelo conhecimento seguro sobre o qual as pessoas adormecem?
Até a minha voz veio do outro mundo. Fui embalsamada nas minhas mais secretas vertigens. Estive suspensa sobre o mundo escolhendo o caminho a percorrer de modo a não pisar nem a terra nem a relva. O meu passo era um passo cauteloso; o mínimo ruído do cascalho fazia que parasse.
Quando te vi escolhi meu corpo.
Vou deixar-te levar-me até à fecundidade da destruição. Por isso me atribuo um corpo, um rosto e uma voz. Eu sou-te como tu me és. Cala o fluxo sensacional do teu corpo e encontrarás em mim, intactos, os teus medos e tuas penas. Descobrirás o amor separado das paixões e eu descobrirei as paixões privadas de amor. Sai do papel que te atribuis e descansa no centro dos teus verdadeiros desejos. Por um momento deixa as tuas explosões de violência. Renuncia à tensão furiosa e indomável. Eu passarei a assumi-las.
Pára de tremer, de te agitar, de sufocar, de amaldiçoar, e reencontra no teu fundo que eu sou. Descansa das complicações, distorções e deformações. Por uma hora serás eu; ou antes, a outra metade de ti próprio. Aquela parte de ti que tu perdestes. O que queimaste, partiste, estragaste encontra-se entre as minhas mãos. Eu sou guarda de coisas frágeis e preservei de ti o que há de indissolúvel.
08 July 2008
30 June 2008
Era palpável, podia aspirar o hálito doce daquele homem em minha frente, queria sua língua dilacerada em seus lábios. Tão branca sua pele, e meu maior desejo é vê-la tinta com teu sangue rubro e doce. Seus olhos negros arrancados no ápice do meu prazer.
A cena: uma mesa , dois seres sexuais. Velas, música, absinto, e o objeto de suas perversões mais profundas. Ele quieto, sendo estudado e espreitado. Aquela era nossa única noite. A única de nossas vidas.
Darkness, saliva, semen, blood.
Ele pedia, implorava a cada olhar para que o ato fosse logo consumado, esse era nosso trato, eu lhe dar um pouco do que tinha. Suas mãos inquietas sobre o colo, ocultando algo que pulsava, e no peito algo que dilacerava. Eu apenas observava, me deliciando com sua ansiedade e nervosismo. Adiando o prazer por um prazer ainda maior.
Era tão doce, tão inocente, tão desolado e desiludido. Uma vítima tão perfeita para mim. Eu, sedenta de lúxuria, ansiando por suas mãos fortes em meus quadris, seus dedos em meu corpo, suas palavras sussurradas em meu ouvido. Toda dor e singeleza. Selvageria. Tê-lo por completo dentro de mim e dizimá-lo.
Peguei sua mão, descemos ao porão, a música alta enlouquecia e fazia todo o corpo tremer. Pulsar. Suando os odores da paixão. Joguei-o contra parede, não lhe dei bem um opção. Era meu jogo, minhas regras, eu senhora, ele servo. Ou aceita ou é punido.
Agarrei -o pelos cabelos e enfiei em sua boca minha língua metálica. Rasguei sua blusa, rasguei seu peito, mordi seu pescoço, serpenteei por toda extensão de sua pele pálida até torná-la vermelha. Bebi sua saliva, seu sangue, seu sêmem.
Com o crime consumado deixei-o lá, abandonado, nossa noite já havia terminado.
Mas eu ainda o podia sentí-lo dentro de mim. Sua pureza havia me contaminado. Seus sonhos haviam se tornado os meus.
Um sonho.
A realidade.
O crime perfeito e um final infeliz.
12 May 2008
Heavens
The night is falling, thank God
I hear the calling of the skeletons under the sun
The skeletons under the sun
The day is dying, big smile
Pose through the camera, a giant step for your kind
One of a kind
Don't leave just yet
Quiet on the set
Let's give this one more go
Make ourselves ill, poppin' sugar pills
Will swallow nice and slow
Don't leave just yet
We've just had a wreck
I'll need your name and phone
And water for these slow-dying trees
Where gardens used to grow
The sky is falling, straight down
It's come to crush us and leave us in our blood to drown
Barely making sound
The streets are painted so still
Can hear the breathing, the making sense of the spill
Enough to make you wanna kill
Don't leave just yet
Quiet on the set
Let's give this one more go
And make ourselves ill poppin' sugar pills
Will swallow nice and slow
Don't leave just yet
We've just had a wreck
I'll need your name and phone
And water for these slow-dying trees
Where gardens used to grow
Don't leave just yet
Quiet on the set
Let's give this one more go
And make ourselves ill poppin' sugar pills
Will swallow nice and slow
Don't leave just yet
We've just had a wreck
I'll need your name and phone
And water for these slow-dying trees
Where gardens used to grow
07 May 2008
Me faz voltar no tempo em duas ocasiões, em dois anos diferentes. 2000 e 2003, se não me engano. Nem parece que faz tanto tempo assim...
Pior, tudo remete à essa época do ano, outono quase inverno.. o frio começando e se espalhando, a luz tão clara que chega a machucar.
Vazio e problemas enormes.
"Change (In the House of Flies)"
I've watched you change
Into a fly
I looked away
You were on fire
I watched a change
In you
It's like you never
Had wings
Now you feel
So Alive
I've watched you change
I took you home
Set you on the glass
I pulled off your wings
Then I laughed
I watched a change
In you
It's like you never
Had wings
Now you feel
So alive
I've watched you change
It's like you never
Had wings
I look at the cross
Then I look away
Give you the gun
Blow me away
I've watched a change
In you
It's like you never
Had wings
Now you feel
So Alive
I've watched you change.
Now you feel Alive
You Feel Alive
I've watched you change
It's like you never
Had wings
You Changed
You Changed
You Changed
06 May 2008
The slip
E o novo CD do NIN está sendo disponibilizado FREE on-line no site do cara (porque NIN sempre foi a banda do Trent Reznor...) - www.nin.com - e eu fui lá, claro, baixar. Teoricamente eles devem mandar algo para o meu e-mail, mas ainda não recebi - correção, acabei de receber o link para baixar, \o/.
São 87 mb em high-quality MP3's; 259 mb em FLAC lossless; 263 mb em M4A apple lossless (263 mb) e 1.2 gb em high definition WAVE 24/96.
É, parece que os caras realmente estão DANDO o CD, a qualidade dos arquivos é aparentemente impecável.
O lance é, segundo Trent Reznor, esse é um CD de agradecimento ao seu público, que desde 1989 se mantém mais ou menos fiel. Mas sabe o que é? É que quem realmente gostou de NIN nunca vai deixar de gostar...
03 May 2008
You are The Devil
Materiality. Material Force. Material temptation; sometimes obsession
The Devil is often a great card for business success; hard work and ambition.
Perhaps the most misunderstood of all the major arcana, the Devil is not really "Satan" at all, but Pan the half-goat nature god and/or Dionysius. These are gods of pleasure and abandon, of wild behavior and unbridled desires. This is a card about ambitions; it is also synonymous with temptation and addiction. On the flip side, however, the card can be a warning to someone who is too restrained, someone who never allows themselves to get passionate or messy or wild - or ambitious. This, too, is a form of enslavement. As a person, the Devil can stand for a man of money or erotic power, aggressive, controlling, or just persuasive. This is not to say a bad man, but certainly a powerful man who is hard to resist. The important thing is to remember that any chain is freely worn. In most cases, you are enslaved only because you allow it.
What Tarot Card are You?
Take the Test to Find Out.
11 April 2008
09 April 2008
Blue
Me lembra coisas boas, e outras nem tanto, mas em geral é algo bom.
Incrível meu nível de nostalgia, acho que isso não deve ser normal.
Mas no fundo me faz lembrar de coisas que não devo, nem quero, esquecer.
Seguindo um fluxo misterioso a espiral voltou a girar ao contrário. As coisa que iam bem começam a desandar, as que não iam parecem piorar. Os silêncios são mais duros e os gritos mais agudos, daqueles que ferem. As dúvidas e pensamentos infundados parecem mariposas ao redor da luz. É díficil manter-se na linha com tanta coisa. É díficil ter alguma certeza, algum vislumbre. Meus fantasmam dormem comigo todas as noites. Queria me desvencilhar da consciência, queria não ser responsável por tantas pessoas e sentimentos. Sentir aquela liberdade inconsequente que sempre me neguei. Não levar tudo a sério. Não ser tão séria. Ter mais saídas. Mais entradas. Menos desvios. Mais atalhos. Mais paisagens para acompanhar e me sentir leve. Ser levada pela mão, de olhos fechados. Desaprendi a acreditar faz tempo.
Calo, falo demais, mas calo. Verborragia muda, que tanto fala e nada diz. Aquela vontade íntima de que entendessem meu desespero, que enxergassem nos olhos a necessidade e o medo, a verdade inteira. Ninguém nunca viu, na verdade nem chegou perto. Nem eu. Mas um dia quero acordar e escutar "você não precisa disso, deixa que eu arrumo, deixa que eu falo, deixa que eu vejo, deixa que hoje eu sou você e amanhã você volta".
São as noites começando mais cedo, os pés gelados antes de dormir, os olhos lacrimejando, as mãos procurando, o coração saltando, a voz falhando, espiros, tosse, medo, água que não corre.
A grande poça.
Almost blue, almost me.
31 March 2008
11 March 2008
Inferno Astral nosso de cada dia
Sabe, eu não tenho mais 15 anos para ficar pensando o que vou fazer da minha vida - tenho quase 25 e ainda não sei o que fazer da minha vida. Talvez voltar para São Paulo, se ele for comigo. Talvez ganhar na mega-sena, se eu decidisse jogar. Essas coisas que não consigo decidir. Também não tenho trinta e poucos, casa, marido e filhos para reclamar. Não dá nem para ser um meio termo. Pelo menos ainda odeio meio-termos.
Tenho a porra da minha memória que parece ser de elefante, na verdade uma elefanta branca grávida, cúspindo coisas o tempo todo. Pior que mal me lembro de algumas que fiz há 5 minutos atrás, mas 5 anos atrás são extremamente nítidos, com sons, cheiros e sensações. Daí fico nessa nostalgia sem sentido. Cu. Odeio sentir isso e não poder fazer nada além de esperar passar.
Queria saber onde eu me abandonei. Eu não era assim, ou então fui abduzida, sequestrada, estuprada. Eu gostava de dançar, hoje nem tento mais. Eu gostava de gritar, hoje mal falo. Bebia, fumava, saia, não voltava, não dava explicação, morria de medo. Hoje para me tirar de casa é um sofrimento. Quando saio mau bebo, mau fumo, sempre volto, e aviso. Hoje não tenho medo. Isso só pode ser velhice precoce. E nem reclamar mais eu sei direito! hahaha
É bom perceber que acalmei, que não estou mais desesperada atrás de - sei lá o que. Aprovação. Amor. Amizade. Carinho. Atenção. Paixão. Fogo. Perigo. Prazer. Dor. Dor. Dor.
Por outro lado, não não não, não pode ser eu ainda, sempre achei rídiculo sossegar. E eu sosseguei.
Não sei se a estrada está livre, o sinal está vermelho ou se simplesmente enguiçou.
As coisas mudaram muito desde que me mudei, e voltei. Lembro da terrível solidão de São Paulo e das coisas que ficavam sem sentido. A vontade de me jogar na linha do metrô porque ninguém ia perceber, era milhares de pessoas que só iam reparar quando, e se, esguichasse sangue em suas caras. Lembro de quão díficil foi voltar para cá e largar o que conquistei lá, sozinha. De que voltar era pedir para morrer sem querer me jogar do 12º andar, ou de voltar bêbada para casa, de madrugada, durante um ataque do PCC. Voltar debaixo de chuva, parar no boteco e beber com os italianões da Mooca. Faz séculos que não tenho dor de cotovelo, acho que sarou.
Olhando isso tudo, vejo que estou me repetindo.
Saudade é um estado absoluto na minha condição, sempre sentindo saudade, mas querendo-não-querendo voltar ao passado. Mas no presente tem ele e eu não vou a lugar nenhum sem ele.
Daí o passado fica sendo apenas essa coisa engraçadinha que eu vivi, mas que não quero mais viver. Ou quero. Mas não quero. Quero. Não. Sei lá.
Rá, talvez eu não tenha mudado tanto ainda. Talvez a antiga Marcela ainda esteja aqui. Ou não.
25 anos é coisa para caralho, mas ainda não é nada. E eu sou uma velha presa morrendo de raiva por não ter aproveitado o que aproveitei - ainda adoro ser prolixa, sushi, amor, presentes, preto, cachoeira, praia. Talvez eu ainda seja eu.
22 February 2008
Fogo
Veio uma vontadezinha de voltar e aproveitar as coisas boas de novo, foi gostoso perceber que no meu passado também tiveram coisas boas, horas felizes, dias de sol.
Daí lembrei das minhas promessas, e vi que não quebrei nenhuma. Se eu prometi amar para sempre, eu ainda amo, mesmo que de outro modo. Amo esses momentos de nostalgia que me fazem perceber cada vez mais que, o que sou hoje, e que a felicidade que conquistei vieram de muitas lições e cicatrizes. A colcha de retalho ainda continua no meu peito, mais forte, e linda!
A pessoa que sou em parte foi moldada por você.
Às vezes sinto uma saudade desproporcional de você, sabe? Lembro, e não me julgo mais por isso, ou tenho vergonha e me acho inapropriada. De todos você foi o único que realmente posso dizer que deixou algo, que ficou.
Fico triste por saber que no fim o que evitou uma amizade, ou proximidade que fosse, foram mentiras - e não minhas como você acredita até hoje. Uma pessoa extremamente má mentiu, tanto para você quanto para mim, e entendo que na época a raiva o fez acreditar.
É isso, apenas isso hoje em dia: lembranças.
Mas acho que nunca te agradeci pelo resto: Obrigada.
Você é tão acostumada
A sempre ter razão
Você é tão articulada
Quando fala não perde atenção
O poder de dominar é tentador
Eu já não sinto nada
Sou todo todor
É tão certo quanto calor do fogo
É tão certo quanto calor do fogo
Eu já não tenho escolha
E participo do seu jogo, eu participo
Não consigo dizer se é bom ou mal
Assim como o ar que parece vital
Onde que vá e o que quer que eu faço
Sem você não tem graça
Você sempre surpreende
E eu tento entender
Você nunca se arrepende
Você gosta e sente até prazer
Mas se você me perguntar
Eu digo sim e, continuo
Porque a chuva não cai
Só sobre mim
Vejo os outros
Todos estão tentando
É tão certo quanto calor do fogo
Eu já não tenho escolha
E participo do seu jogo, eu participo
Não consigo dizer se é bom ou mal
Assim como o ar que parece vital
Onde que vá e o que quer que eu faço
Sem você não tem graça
É tão certo quanto calor do fogo
É tão certo quanto calor do fogo
Eu já não tenho escolha
E participo do seu jogo, eu participo.
12 January 2008
Flor de Lis
Djavan
Valei-me Deus
É o fim do nosso amor
Perdoa por favor
Eu sei que o erro aconteceu
Mas não sei o que fez
Tudo mudar de vez
Onde foi que eu errei
Eu só sei que amei,
Que amei, que amei, que amei
Será talvez
Que a minha ilusão
Foi dar meu coração
Com toda força pra essa moça
Me fazer feliz
E o destino não quis
Me ver como raiz
De uma flor de lis
E foi assim que eu vi
Nosso amor na poeira, poeira
Morto na beleza fria de Maria
E o meu jardim da vida
Ressecou, morreu
Do pé que brotou Maria
Nem margarida nasceu
E o meu jardim da vida
Ressecou, morreu
Do pé que brotou Maria
Nem margarida nasceu
Valei-me Deus
É o fim do nosso amor
Perdoa por favor
Eu sei que o erro aconteceu
Mas não sei o que fez
Tudo mudar de vez
Onde foi que eu errei
Eu só sei que amei,
Que amei, que amei, que amei
Será talvez
Que minha ilusão
Foi dar meu coração
Com toda força pra essa moça
Me fazer feliz
E o destino não quis
Me ver como raiz
De uma flor de lis
E foi assim que eu vi
Nosso amor na poeira, poeira
Morto na beleza fria de Maria
E o meu jardim da vida
Ressecou, morreu
Do pé que brotou Maria
Nem margarida nasceu
E o meu jardim da vida
Ressecou, morreu
Do pé que brotou Maria
Nem margarida nasceu
26 September 2007
Mas o dia nasce e eu esqueço
Meus olhos se escondem
Onde explodem paixões
E tudo que eu posso te dar
É solidão com vista pro mar
Ou outra coisa prá lembrar
Às vezes eu quero demais
E eu nunca sei se eu mereço
Os quartos escuros pulsam
E pedem por nós
E tudo que eu posso te dar
É solidão com vista pro mar
Ou outra coisa prá lembrar
Se você quiser eu posso tentar mas
Eu não sei dançar
Tão devagar prá te acompanhar
29 August 2007
A Wolf at the Door
No sonho havia beijos, e eu lembro ainda de como é seu beijo. Lembro da barba arranhando a pele, do ritmo. Lembro das mãos, como elas se comportavam. Lembro que gostava de segurar seu rosto, com o polegar perto da sua orelha e os outros dedos atrás dela, acariciando os cabelos. Minha outra mão costumava dar leves puxões na parte de trás dos seus cabelos, ou escorregavam para suas costas, com leves arranhões que iam aumentando a intensidade. E sonhei com isso, era meio que uma despedida decente, uma explicação não-necessária. Uma necessidade, capricho. Um sonho apenas. Mais um sonho.
Às vezes a certeza da inacessibilidade é uma dádiva, um bálsamo. Ainda mantenho minha impulsividade. Ainda tenho armas nas pontas dos meus dedos. Ainda lembro de como me perder no caminho reto.
Mas antes eu não tinha o que perder, agora tenho tudo.
Acalma, respira fundo, esquece. É mais fácil assim Marcela, é mais fácil...
13 August 2007
Desatados os nós as coisas flutuam. Não se perdem, voltam em níveis de consciência mais densos, inatingíveis para minha vontade.
É como levar flores ao túmulo de um grande amor. Como lembrar de um professor que te ensinou boa parte do que você sabe hoje. Com carinho.
É isso, boa parte do que sou, de bom e ruim, devo a este. Talvez por isso a repetição que não controlo.
"Ela pousa para mim ao partir. Apetece-me sair a correr e beijar a sua fantástica beleza, beijá-la e dizer: "Tu levas contigo um reflexo de mim, uma parte de mim. Eu sonhei-te, desejei a tua existência. Serás sempre parte da minha vida. Se eu te amo, tem de ser por termos partilhado, alguma vez, o mesmo imaginário, a mesma loucura, o mesmo palco. (...)". Amo-a pelo que ela ousou ser, pela sua dureza, a sua crueldade, o seu egoísmo, a sua perversidade, a sua destrutividade demoníaca. Ela era capaz de me reduzir a cinzas, sem hesitar. Ela é uma personalidade criada para os extremos. Eu admiro a sua coragem para magoar, e estou disposta a ser-lhe sacrificada. Ela somará a totalidade de mim a si. Ela será June mais tudo o que eu contenho."
Anaïs Nin - Henry e June, trecho onde Anaïs descreve seus sentimentos em relação à June, mulher de Henry Miller, com quem ela teve um caso (tanto June quanto Henry).
03 July 2007
O poder de nos enxergar em todos lugares...
"Quando nos deitávamos na cama era fresca, mas depois tornava-se quente e febril. Os seus olhos...é impossível descrever os seus olhos, a não ser dizendo que eram os olhos de um orgasmo. O que lhe acontecia constantemente nos olhos era algo de tão febril, tão incendiário, tão intenso, que por vezes quando olhava diretamente para ela e sentia o meu pênis erguer-se e palpitar, sentia também como se algo estivesse a palpitar nos olhos dela. Só com os olhos dela era capaz de dar essa resposta, essa resposta absolutamente erótica como se ondas febris estivessem a tremer naqueles lagos de loucura...algo de devorador, capaz de lamber um homem de uma ponta à outra como uma chama, aniquilá-lo, com um prazer nunca antes conhecido."
Anaïs Nin
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.
.
Boa noite, meu amor...
... estava lendo Anaïs Nin, tentando dormir. Lógico que isso não poderia dar certo; Anaïs Nin sempre me causa pensamentos mais densos, e agora eles se aliam aos pensamentos que tenho com/por você. Pensamentos, lembranças, desejos, arrepios, sonhos, vontades, verdades, realidades. Tudo o que se refere à você.
Não consigo dormir. Queria estar na tua cama, nua, lendo para você os trechos mais interessantes, depois te olhar e morder os lábios, dar aquele sorriso que você já conhece, e me atirar no teu corpo (desajeitada do jeito que sou). Ou então ficar lendo e fugindo do seu toque, apenas retendo o momento e a sensações sinestésicas. As palavras aliadas aos olhares, ao desejo pulsante e crescente, ao seu cheiro, aos nossos corpos sensíveis até mesmo ao mais leve sopro. Tudo isso se tornado indistigüível pelo topor que vai tomando conta da gente, e nublando a visão e a razão. Até nós nos abandonarmos de nós mesmo e nos entregarmos um ao outro.
Amo o modo como você me faz sentir, e não falo apenas desses nossos pequenos prazeres carnais; se fosse só isso jamais permaneceria ao teu lado, dormiria e acordaria contigo, entregaria minha alma em beijos. Mas o modo como você me deixa em paz, me faz feliz, sorrir para as coisas mais simples, bobas,o seu poder de aniquilar quase que totalmente meu mau-humor, minhas preocupações. Amo quem sou quando estou ao teu lado.
Às vezes queria me ver de fora quando estou perto de você, devo parecer algo meio de outro mundo, porque o que sinto perto de ti não pode ser deste.
Estou com saudades, e não faz nem um dia que te vi pela última vez! Que provei do teu beijo, teu corpo, teu gosto, teu cheiro. Incrível como teu cheiro tem ficado no meu corpo, e isso me deixa realmente maluca. Maluca a ponto de ignorar responsabilidades, obrigações e cometer loucuras para estar do teu lado. É como se fosse tua marca secreta em mim, ninguém pode ver, mas todos percebem. E eu fico perturbada por não poder te ter sempre ao alcance dos meus lábios.
Amo-te Diego. Hoje mais que ontem e bem menos que amanhã.
("Todos os dias lhe digo que não o posso amar mais, e todos os dias encontro mais amor em mim para ele." Anaïs Nin )
15 June 2007
Protect me from what I want
Quantas vezes a gente se vê vivendo mentiras, daquelas que é melhor fingir que não não se sabe do que encarar e acabar logo com elas? E quantas vezes elas não ficam martelando na nossa cabeça, lembrando que a sua felicidade momentânea é uma mentira também?
Não se pode indefinidamente esconder toda sujeira debaixo do tapete.
E eu só queria sair dessa espiral de mentiras, falsidades, decepções, medo, insegurança, pessoas erradas, tristeza.
É nadar até a praia e não ter mais forças para andar.
No fim não passamos de pedaços de carne expostos no açougue. As coisas, sentimentos, não valem nada, além da carne.
"Ouço o passar de mistérios e o respirar de monstros. Só acordes perfeitos e sussurros. O choque com a realidade obscurece-me a visão e submerge-me no sonho. Sinto a distância como uma ferida. A distância desenrola-se diante de mim como um tapete, posto antes dos degraus da catedral por casamento ou enterro.Desenrola-se como uma noiva vermelha entre os outros e eu, mas não consigo pisá-la sem um sentimento de desconforto como o que se tem nas cerimônias. A cerimônia de pisar o carpete desenrolado até o interior da catedral onde tem lugar os ritos a que sou estranha. Não caso nem morro. E a distância da multidão entre os outros e eu, não pára de aumentar."
30 May 2007
Brasília, 30 de maio de 2007.
Sim, hoje queria mandar uma carta para você. Não, dessa vez não será uma carta de amor, mas como é da minha índole, uma queixa velada que nunca irá ler.
É que isso tudo me lembra dos tempos onde eu, mesmo com braços ao meu redor, com sexo na minha cama, com lábios nos meus lábios, me sentia só, estava só. Parece quando Eu apenas não bastava. Podia até ser a número 1, mas não era a única. Onde as coisas machucavam fundo e eu calava por medo de perder, por não saber como explicar: "eu te amo, mas por favor não me joga fora como as camisinhas da noite passada, aquelas que você usou com as outras". Não sei se é isto que realmente está acontecendo, e se for é sutil, mas não dói menos por isso, ao contrário, mantém a dúvida.
Não sei o que está faltando, ou sobrando, ou inexistindo, ou sei lá o quê. Sei apenas do silêncio e dos "Está tudo bem, meu amor." que fico repetindo, que escuto você repetir.
Não deixa de ser rídiculo me sentir assim novamente, ainda mais agora que, teoricamente, estou mais madura, mais qualquer coisa que se ganha com muita porrada na cara, cicatrizes no peito e idade. É isso, me acho velha para passar por isso de novo, todo drama e toda dor. Me acho velha para questionar seu passado e perguntar o motivo de prometer mordidas para outras, sendo que eu já não as recebo mais. Ou de "tentar se manter na linha" porque sou namorada. Ora, não é porque você quer, ou melhor, porque me ama, porque apenas Eu basto?
Não entendo, e ainda por cima, acabo me sinto pequena perto desses fatos. Ficar repetindo que está feliz não significa nada, que ama muito menos. Não significa nada quando junto desses e outros pequenos detalhes. Não sei se dá para entender, nem se é para entender.
Não que eu acreditasse que tudo ia ser como lá no começo, todo fogo e toda calma. O fogo ainda permanece, não tão forte, mas permanece. A calma já foi, voltou, fugiu e hoje anda passeando por aí. Queria de volta. Lógico que queria, todos nossos orgasmos inadjetiváveis. Nossos olhares, horas deitados na cama apenas olhando nos olhos do outro. Eu gosto mais de mim quando me vejo refletida nos teus olhos. Sentindo o calor, sentindo os arrepios.
Isso não é para ser uma cobrança, um pretexto, um qualquer-coisa-do-tipo. Nem desabafo. Mas é que eu sempre calo, e hoje eu queria falar.
Beijos
da sua, hoje menos que ontem,
M.
29 May 2007
23 May 2007
Tenho medo da morte. Acho que nem tanto a minha, mas principalmente das pessoas que amo e estão perto de mim. Poucas vezes fui afetada por ela. Acho que de verdade nunca senti o que ela pode fazer comigo. Mas ainda assim morro de medo.
Antes era raro ver as pessoas ao meu redor morrer, eu era mais nova, as pessoas também, parece que os problemas eram menos mortais. Agora pelo menos uma vez por ano isso vem me incomodar. Vem me mostrar o quanto eu me importo com as pessoas, mesmo que distantes, mesmo que tenhamos nossas diferenças. O quanto é importante falar, conversar, explicar e deixar claro o quanto se gosta. Nomear, qualificar, quantificar o sentimento o quanto seja humanamente fazer isto.
Daqui pra frente isso deve piorar, eu acho. Tanto a freqüência quanto o medo. O sentimento de vazio e de arrependimento de ter se calado, deixar para depois.
Isso de morrer é muito injusto, deixa para trás apenas saudades e dor para quem fica. Ausência que não tem como reparar, colocar nada no lugar.
13 April 2007
Não digo da maneira usual, com namorados e essas coisas. Mas com amigos e meus pais. Principalmente meu pai. Nunca tivemos uma relação muito boa, e me dói ver que ele é mais íntimo de pessoas que conheceu ontem do que de mim. Que ama pessoas estranhas mais do que a mim. Que nada que eu faça mude isso, que nada eu tenha compense. Sei lá, dói ver alguém que se ama com outras pessoas como ele nunca foi com você.
Tipo isso, só queria não me importar tanto.
29 March 2007
Mensagens cifradas à Alfa-Ômega
Posso falar? Às vezes lembro, e s vezes sinto saudade. Na verdade a saudade vem toda vez que lembro, porque das coisas ruins que aconteceram conosco, não guardei muita coisa. Só um restinho do veneno, como uma espécie de vacina.
Mas não era disso que eu queria falar.
Saudades, das coisas boas.
Das nossas fotos sinceras. Temos poucas fotos juntos, mas em quase todas eu estava verdadeiramente feliz.
Saudades.Do modo como lembro da gente, se atacando para se defender. Caçando um ao outro, selvageria. O Lobo e a Raposa. Nossos pesadelos acordados, nossas mãos dadas pela noite.
Lembro e sinto falta, era puro mesmo quando corrompido.
Não que sinto falta no sentido de querer novamente, mas do modo como deixamos. Ali, assassinado, sangrando, até se esgotar.
Posso falar? Resumindo tudo posso dizer: foi bom. Nossas indas e vindas, os meus, os seus e os nossos pecados, nossas pervesões, pervesidades. Mas não aquela sensação do meu coração nos seus dentes, sendo estraçalhado cada vez que outros lábios, outros sexos você provava. De como um "te amo" era sofrido de falar, escutar. De como nunca haviam braços para me abraçar, e assim tive que aprender a me esquentar só. Do vazio, da espera, do nunca. "Não posso, não quero, não sinto, não toque, não coma." Sempre. As mentiras, penitências, transgressões, agressões físicas.
Disso tudo só ficou o aprendizado.
Acho que ainda deve existir na sua pele as marcas que deixei, de maldade, para provar para todas suas outras putas que, mesmo não permanecendo, estive ali. Sim, era por prazer, mas principalmente por orgulho e crueldade que eu marcava suas costas, seu peito, suas coxas.
Ainda tenho as suas marcas na minha pele, e tenho certeza que foram feitas com o mesmo intuito.
Os olhos. Negros, muito muito muito negros, o que eu amava incondicionalmente em você eram seus olhos, que se mantinham puros, que escondiam o garoto que eu amava. Sim, eu te amei, mais do que a mim mesma. Mas foi aquele garoto que temia quem mais amei. Medo de se machucar, se entregar. Foi esse garoto que fez eu me jogar do abismo, atravessar sua escuridão, enfrentar seus demônios, me entregar. Não o homem que queria me mudar, manipular para suas vontades.
Você.
Ainda tenho suas palavras guardadas. Aquelas em guardanapos dos bares que frequentavamos, que se referiam às minhas coxas brancas, aos meus olhos verdes, ao meu amor cego e burro. Sim.
Por que? Porque essas coisas não são levadas com as águas do tempo. Lhe avisei que seria para sempre.
"Por mais que a vida seja complexa em alguns momentos somos apenas animais que procuram sua caça, mas não se sabe quem é o caçador ou a caça. Mas na verdade todos somos caça e caçador, dominamos e somos dominados, pelos nossos instintos animais.
Ainda morderei como o lobo que sou, como um demônio que tento me tornar, como o garoto triste que você vê, como o nada que você procura, como a dor e calor da presa quando é esquartejada para alimentar seu ímpetuo de morte. "
Mas sabe, Não há fim, Não há início. Há apenas a infinita paixão da vida.
Por isso, às vezes, eu lembro. E, às vezes, sinto saudades.
(um dia você falou: "grite para todos os deuses dos ventos , que eu não estarei lá para escutar." My devil, eu sempre fiz isso, e sempre farei, e não quero mais saber de raiva, ódio, ou mágoa, agora viu cristal.)
17 March 2007
Silêncio velado, gritos mudos, a boca seca. Sede.
Entregaria o leme da minha vida nas suas mãos. Cansei de tentar manter algo que pareça coerente, em linha reta.
Quero bater contra a parede e sentir a sensação do sangue escorrendo até os lábios; metálico e salgado.
Cheiro de flores no meu pescoço, cheiro de polvóra nos meus dedos, hálito de enxofre. Ácido, básico, neutro. Deslizando.
Puxando a cadeira, fazendo sexo, dançando no palco, beijando bocas, estraçalhando corações: parece já um século.
Menos é menos, que multiplicando pode se tornar mais de algum modo que não lembro como. Devoro.
Furem meus tímpanos, estuprem meu gosto, eu gosto de selvageria.
Rasgo sua camisa vermelha, rasgo sua pele branca até se tornar vermelha. Pronto, para que uma camisa?
Coloco fogo no seu jeans predileto usando seu perfume. Quase posso vê-lo queimando, você dentro.
Morda minhas coxas até sangrar, deixe marcas roxas por todo meu corpo: heis meu troféu.
Sorria, eu só estou na beira da loucura, ainda não cheguei lá...
06 March 2007
A última carta para alguém distante
Olá querido, quanto tempo, saudades;
As coisas andam se movimentando. Mas acabei voltando para um pedaço do passado onde encontrei sua lembrança. Sempre se sabe quando na verdade as coisas na vida não são para dar certo. Ou certas coisas. Mas queria imensamente que dessem. Ver essas coisas se degradando aos poucos sem poder fazer muita coisa - o que fazer em caso de mortes prematuras, onde já se sabia o que iria acontecer?
Morreu, há tempos. Na verdade nem deveria ter nascido, não como nasceu: prematura e orfã, coitada. Lembro dela roxa na incubadora, e das minhas esperança que dessa vez, talvez, não morresse; porque isso sempre dói demais. Lembro do seu descaso e das poucas vezes que você se atreveu a olhar para ela: aquela paixão frágil, que tentei proteger na palma das minhas mãos, o medo estampado nos teus olhos.
Não há motivos, mas há a vontade. De chorar, ser consolada. Não há ombros, não existem mãos estendidas. Mas disso também já deveria saber, se acostumar. De tantos ferimentos ainda há espaço para mais alguns. Cicatrizes que endurecem o coração, que já parece uma colcha velha de retalhos que ninguém mais quer, nem os necessitados. Pensei em comprar um novo, daqueles de plástico, transparentes, última geração, frios. Talvez com um desses da próxima vez ninguém consiga se aproximar o bastante para que dali nasça alguma coisa nati-morta.
Sim querido, depois de ti houveram outros, há ainda. Sim querido, continua machucando. Sim, continua sangrando. Sempre. Mesmo de longe você me conhece o bastante para saber dessa minha habilidade de escolher a dedo as melhores formas e os piores conteúdos; as melhores palavras e as piores intenções. Oh sim, continuo afundanda no drama, na inconsistência, nas esperanças, nos sonhos não-compartilhados, no medo, medo, medo. Sim meu eterno, nada mudou depois de ti, apenas você mesmo.
Posso falar a verdade agora? Nada é como falei. Ainda sou dada a esses pequenos desvios da verdade, para depois entregar minhas mentiras em busca de uma punição que julgo necessária. Ainda continuo sendo a pecadora que se apaixonou pelas penitências, e que sempre peca para ser castigada. As coisas mudaram, você já desbotou de mim, de dentro de mim e agora permanece latente. Agora há algo muito mais forte e denso. Uma paixão na incubadora lutando para não morrer também, e dessa vez gostaria tanto que não morresse... Mas que igualmente machuca e magoa, pisa e destrata, para depois cuidar e se desculpar. Mode e assopra. Estamos na UTI, mas ela continua a se debater, a gritar e depois calar. Entra em frênesi, depois volta ao coma. Melhora, dá uma volta lá fora e decaí.
Sim, nesse teatro em que você saiu de cena mudaram os personagens, mas nunca o enredo.
Beijos, cuide-se, agasalhe-se. O inverno pode estar acabando, mas o frio vem de dentro.
Saudades, mas não apareça mais.
Da não mais sua,
Marian.
15 February 2007
Dessas coisas inerentes à condição atual. Não pode existir melancolia em meio à felicidade?
Ou total insegurança à estabilidade?
Bobeira. Ou talvez não.
Cada vez mais parece não ser. Mas não se pode falar, pois tudo parecer estar sempre distorcido. Já não se sabe o que o que é realidade, o que deixa de ser, o que foi.
14 February 2007
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Poucos são aqueles que controlam a situação. A consciência se distância do corpo e ruma às estrelas. Tornamo-nos marinheiros que acreditam no canto das sereias. Somos tão bobos e iludidos, vendidos e prostituídos por nossas idéias de certo e errado que não nos damos o trabalho de expor as questões que emergem do outro lado. Não mergulhamos para não nos sufocarmos. Somos ressonância em um mar de silêncio e ignorância.
Às vezes é bom sentir dor para nos sentirmos humanos. Buscamos ser imortais. Mas nos esquecemos de que o mundo é das químicas letais. Guardamos na gaveta mais profunda a violência e brutalidade que fez com que chegassemos aqui. Somos animais que temem reagir. Deixamo-nos ferir. Suportamos e, por dentro, desejamos explodir. A punição vai segurando as rédeas. Estamos com os ouvidos sempre arredidos. A moral vai levemente regrando. E nos lembramos que não há e nunca houve moral... Nos olhos, um pouco de medo do caos. Porem, é ele que controla estes dias. É preciso saber onde focar toda essa ira. Uma só bala pode matar a rainha. Talvez seja a hora certa para a queda de mais uma dinastia. O tão esperado tombo da bailarina.
Cobiçamos, mas tememos assumir o poder. Cante por aquilo que nunca irá ver, trancafiado em um corpo deformado, por suas atitudes rudes. Sente em uma cadeira e perceba que não há o que observar, toda vez que tenta desviar o olhar...
Qual o seu motivo, para desviá-lo?
O que você tem de medo, é exatamente o que vai ter de dor.
Sinta ao amanhecer o torpor. Perceba que não há ninguém ao seu redor. Despeça-se deste tom de pele. Revele.
12 February 2007
06 February 2007
De olhos fechados respiravam seus aromas, e em meio a uma multidão poderiam reconhecer suas mútuas presenças, como um enorme ímã que levava seus pés ao encontro um do outro. Aspiravam seus corpos, seus cabelos, o ar quente que emanavam. Podiam sentir suas almas em suas bocas em beijos doces, inefáveis, selvagens. Os contornos eram tão claros que os cegavam, eles era uma orquestra de gostos e sensações, sinestésicos, anestésia geral. Aqueles corpos fléxiveis que se abriam ao prazer, que se atiravam um no outro sem medos. Sabiam que haviam achado seu refúgio, ali, quando um se via nos olhos do outro. Tudo parecia ter lógica.
A paz só era conhecida quando descansavam em seus peitos, libertos do resto do mundo, da vida. Tudo excitava o desejo, e a distância pontencializava loucura. A sombra que um deixavam no outro era visível a olhos nu, causando desconforto em quem reconhecia a felicidade tão explícita, em estado bruto.
E distante ela adormece extenuada, em sono ele lhe acorda com beijos. Por isso nunca soube quanto tempo havia passado, mas sabia da chegada.
29 January 2007
Encontre um homem que te chαme de lindα ao invés de gostosα.
Que te ligue de voltα quαndo você desligαr nα cαrα dele.
Que deite embαixo dαs estrelαs e escute αs bαtidαs do seu corαção.
Que permαneçα αcordαdo só pαrα observαr você dormir.
Espere pelo homem que te beije nα testα.
Que queirα te mostrαr pαrα todo mundo mesmo quαndo você estα zuαndo.
Um homem que segure suα mão na frente dos αmigos dele.
Que te αche α mulher mαis bonitα do mundo mesmo quαndo você estα sem nenhumα mαquiαgem e que insistα em te segurαr pelα cinturα.
Aquele que te lembrα constαntemente o quαnto ele se preocupα com você e o quanto sortudo ele é por estαr αo seu lαdo.
Espere por αquele que esperαrα por você....
Aquele que vire pαrα o mundo e digα: É elα!!!
(posso dizer: É ele.)
25 January 2007
11 January 2007
Voltando a ficar de bem. Comigo e com o resto.
Mas não por motivos óbvios, mas por motivos mais sensíveis.
Posso falar sem sombra de dúvida que depois de um bom tempo, agora, meu sorriso voltou a ser mais verdadeiro, sem sombra de medo ou nada, sem me forçar a fazê-lo nascer.
Contradições que são bem vindas.
Surpresas também.
"Der Wahnsinn
ist nur eine schmale Brücke
die Ufer sind Vernunft und Trieb
ich steig dir nach
das Sonnenlicht den Geist verwirrt
ein blindes Kind das vorwärts kriecht
weil es seine Mutter riecht
Ich finde dich
Die Spur ist frisch und auf die Brücke
tropft dein Schweiss dein warmes Blut
ich seh dich nicht
ich riech dich nur Ich spüre Dich
ein Raubtier das vor Hunger schreit
wittere ich dich meilenweit
Du riechst so gut
du riechst so gut
ich geh dir hinterher
du riechst so gut
ich finde dich
- so gut
ich steig dir nach
du riechst so gut
gleich hab ich dich
Jetzt hab ich dich
Ich warte bis es dunkel ist
dann fass ich an die nasse Haut
verrat mich nicht
oh siehst du nicht die Brücke brennt
hör auf zu schreien und wehre dich nicht
weil sie sonst auseinander bricht
Du riechst so gut
du riechst so gut
ich geh dir hinterher
du riechst so gut
ich finde dich
- so gut
ich steig dir nach
du riechst so gut
gleich hab ich dich
Du riechst so gut
du riechst so gut
ich geh dir hinterher
du riechst so gut
ich finde Dich
- so gut
ich fass dich an
du riechst so gut
jetzt hab ich dich
Du riechst so gut
du riechst so gut
ich geh dir hinterher"
Rammstein | Du Riechst So Gut
08 January 2007
Queria apenas não ser. Apenas sentir. É tão mais fácil, simples, melhor.
Se ao menos eu pudesse explicar...
If only tonight we could sleep
In a bed made of flowers
If only tonight we could fall
In a deathless spell
If only tonight we could slide
Into deep black water
And breathe
And breathe...
Then an angel would come
With burning eyes like stars
And bury us deepIn his velvet arms
And the rain would cry
As our faces slipped away
And the rain would cry
Don't let it end...
05 January 2007
Isto não é o que você pensa que é.
Olhe além e me veja nua sendo apedrejada pelos pecados que nem cometi.
Não é como uma sensação, algo em chamas nas vicéras.
É algo que me enlouquece e acalma essa fera selvagem dentro de mim...
Nesse mundo bizarro onde tudo é ao contrário do que deveria, onde amor verdadeiro é tão barato que se vende em qualquer esquina, e não se tem outro ópio para salvar a alma dessa perdição não entendo e nem confio em nada além do músculo que arrebenta em estilhaços de carne em meu peito.
Eu sei que existem coiotes e anjos que me queiram, mas sempre fui a pecadorazinha que se apaixonou pelas penitências, e sempre peca para tê-las.
Talvez desse vez eu possa ficar quieta moldando o infinito e levando a vida em frente, para o fundo do seu abismo.
O amor é um vício e nós poderíamos alimentar um ao outro, mas você não quis por sempre querer.
Pude ver isto na lacuna da sua íris, nos buracos vázios do seu corpo.
Mas você é tão bom para isso tudo, lava tuas mãos com meu sangue, tira e põe a coroa de espinhos em mim com a mesma freqüência que me olha nos olhos.
Mergulha nos meus olhos!
Não vira o rosto, circula no meu corpo e entra novamente pelo outro lado, nem tudo pára no mesmo lugar.
Eu não me vendo mais, tenho meus filhotes para cuidar assim que tudo voltar ao seu lugar.
Eu quero algo que perdi há muito tempo atrás e que os ladrões venderam para você.
Estou tão entediada quanto uma morta esquecida.
Eu só queria vomitar alguma coisa bonita para você não me questionar.
Sabia que ainda há vontade em algum lugar.
Sangre os seus pecados.
Vamos esquecer o mundo ao nosso redor de novo e vamos nos tornar um só outra vez como nunca fomos.
Para mim sequer começou mesmo, ainda havia muito pela frente, sempre há...
01 January 2007
30 December 2006
29 December 2006
advérbio de intensidade terminado em mente
Devia ser umas onze horas. Ligou o chuveiro e tirou a roupa bem devagar para que a água tivesse tempo de esquentar. Entrou de uma só vez viu a tinta vermelha dos seus cabelos escorrendo ainda, pelo corpo. O mundo é mesmo uma merda. Ela não queria tomar banho, só ficar ali. Sentou no chão e a água começou a bater absurdamente quente nos seus joelhos, deixando-os vermelhos. Masoquista. Como as músicas que ouvia para ficar mais triste. Como roer as unhas até sair sangue. Unhas. Gostava delas carmim como estavam porque parecia mais puta, logo mais despudorada e confiante e moderna e confiante e feliz. As putas deviam ser felizes. Desespero. Procurou algum resquício de ilusão. Gostava de se iludir, de sentir-se falsamente protegida por alguém que pouco se importava com a sua existência. Existência. Se tivesse uma banheira, cortaria os pulsos e morreria afogada na água vermelha, como naquele filme. Então começou a rir sem controle, porque na película (filmes ficam mais bonitos se chamados de películas) a menina suicidava-se ao som de alguma coisa da mariah carey. Ou seria whitney huston? Estúpido, not for her. Ela queria morrer com estilo. Trilha sonora para sua morte poética? Edith piaf. Então pensou nas manchetes dos jornais baratos: jovem desiludida corta os pulsos em uma banheira ouvindo edith piaf. Precisava de um papel para escrever um bilhete para alguém. E não podia ser um bilhete qualquer, mas sim, um como aquele do almodóvar: 'espero que nunca me entenda, porque se compreenderes estarás tão desesperado quanto eu'. Alguma coisa assim, não lembrava direito. E tinha aquela cena com vinil, ne me quite pas e uma frase qualquer bonita. Seus joelhos estavam ardendo. Desligou o chuveiro e saiu. Não tinha uma banheira.
24 December 2006
mesmo do lado de quem amo, confio. talvea amor, ao contrário do que acredito, nao valha lá muita coisa.
o que aconteceu com a maldita believer que fui?
Vento No Litoral - Legião Urbana
De tarde quero descansar, chegar até a praia e ver
Se o vento ainda está forte
E vai ser bom subir nas pedras
Sei que faço isso pra esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando tudo embora
Agora está tão longe
Vê, a linha do horizonte me distrai:
Dos nossos planos é que tenho mais saudade,
Quando olhávamos juntos na mesma direção
Aonde está você agora
Além de aqui dentro de mim?
Agimos certo sem querer
Foi só o tempo que errou
Vai ser difícil sem você
Porque você está comigo o tempo todo
Quando vejo o mar
Existe algo que diz:
- A vida continua e se entregar é uma bobagem
Já que você não está aqui,
O que posso fazer é cuidar de mim
Quero ser feliz ao menos
Lembra que o plano era ficarmos bem?
- Ei, olha só o que eu achei: cavalos-marinhos
Sei que faço isso pra esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando tudo embora
23 December 2006
ou melhor, saber porque tem problemas com alguém que não procura.
só eu sei da minha vida, e no máximo duas pessoas podem me julgar. PORQUE ME CONHECEM. o resto, rá. NEM FODENDO.
lógico, me sinto mal quando alguém que só sabe de metade de histórias me acusam. "você sabe porquê". o caralho. eu sei, vocês não. deu pra entender?!
sei o que aconteceu, o motivo e porque fiz o que fiz, então nem tente julgar, ao menos sem antes TENTAR saber o que realmente possa ter acontecido.
outra, odeio falsidade.
19 December 2006
O ponto é que nunca acabou, só as tentativas. Mas continua aqui. Não tudo, nem quase, mas algo. E é verdade que sempre volta, mesmo sem nunca ter ido.
A verdade continua sendo uma melancolia inerente, indiferente.
23 October 2006
09 October 2006
E mesmo que não haja mais motivos, e mesmo sem nunca terem existido, senti como se tivessem extirpando uma parte de mim, um câncer, a dor que me acostumei a sentir.
Um dia você me viu chorar, me abraçou, me deu um beijo e insistiu em dizer "tchau" quando eu tinha tanto medo de te perder, porque nunca tive. Agora é simplesmente nunca mais, e adeus.
- Are you as bored by that crowd as I am?
- I didn't come here for the party. I came here for you. I've watched you for days. You're everything a man could ever want. It's not just your face, your figure, or your voice. It's your eyes. All the things I see in your eyes.
- What is it you see in my eyes?
- I see a crazy calm. You're sick of running. You're ready to face what you have to face. But you don't want to face it alone.
-No. I don't want to face it alone.
The wind rises electric.
She's soft and warm and almost weightless. Her perfume a sweet promise that brings tears to my eyes.
I tell her that everything will be all right. That I'll save her from whatever she's scared of and take her far, far away.
I tell her I love her.
The silencer makes a whisper of the gunshot.
I hold her close until she's gone.
I'll never know what she was running from.
15 September 2006
Olá;
O que você quer que eu faça? Ou melhor, o que eu realmente estou fazendo? Fui compelida a me perguntar isso a mim mesma, porque sinceramente não sei. Não é bem uma reclamação, mas o fato é que não me sinto feliz como deveria, ou achava que iria ser. Não estou feliz aqui, assim como não estava lá. Sei que fui eu quem escolhi isso. Largar tudo de uma hora para outra, uma vida confortável e previsível (acho que isso me deixava infeliz lá), deixar amigos, família, casa, camputador, conforto, emprego, mimos. Talvez por puro capricho, ou na esperança de algo fabuloso, o que não aconteceu. Nunca me sinto bem por muito tempo quando alcanço o que desejo, parece que perde a graça rápido demais. Tem a euforia inicial e depois fico assim, suspensa, esperando a próxima loucura, desejo, passo. Pareço uma garota mimada, mas luto bastante para ter o que quero, então mimada é algo que nunca fui. De certo modo as coisas são até fáceis. Mas não quero que pense que sou fútil, mimada, talvez voluntariosa, mas por favor, não tenha uma má impressão de mim, até porque agora seria errônea. Queria que talvez conhecesse o que tenho de melhor. Aquelas qualidades que ninguém consegue ver na superfície, salvo uma ou duas pessoas muito especiais, e que agora estão também longe demais. A maioria só enxerga o que há de mais superficial, duvidoso, estudado e maestrado, socialmente adquirido para sobrevivência. Até porque me cansei de mostrar minhas perólas aos porcos. Mas queria que você pudesse ver além, que quisesse isso. Aquela coisa especial que deixei no fundo e tive vontade de te mostrar, mas não pude.
Nem sei seu nome. Não quero me apegar a tolices como essas ou sobrenomes, datas, roteiros pré-fabricados e falas decoradas. O teatro da vida real me cansa, e é muito menos glamuroso do que nos palcos, sob as luzes e olhares da platéia. E nem posso também dizer que te conheço. Mas é assim, sou impulsiva, achei que valeria a pena tentar falar algo para alguém que possa querer escutar. Ou não.
Parece até literatura, de certo modo é. Mas é lindo assim. E de verdade, pelo menos. É isso, quero que me veja como sou, mesmo sendo uma borderline prolixa verborrágica. E que talvez até goste disso, porque também ache que ser normal é a coisa mais irritante do mundo, e sem graça. Talvez porque você também seja assim, ou não, sei lá.
Cafona né? Mas é assim, meio intrísico, metafísico, loucurinhas.
Acho que era isso apenas.
Beijos
Marian.

